UM JOVEM EXEMPLAR
- ibbrooklinsp
- há 17 horas
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Você sabe quem era o jovem Timóteo? Ele era um jovem pastor, discipulado pelo apóstolo Paulo, que teve uma forte influência cristã de sua mãe e avó e tinha uma grande responsabilidade de pastorear a conhecida igreja de Éfeso, uma cidade muito importante, que possuía um agitado comércio portuário e ostentava a sua religiosidade idólatra através do imponente Templo de Diana, usado para cultuar a deusa Ártemis, o que fez dessa cidade uma espécie de centro de idolatria popular que movimentava a economia local, por esses motivos a cidade de Éfeso era a segunda maior cidade do mundo à época, ficando atrás apenas da capital romana. Esse era o cenário em que a igreja do jovem líder Timóteo se encontrava, desta realidade surge a questão, como ser tão jovem e inexperiente, e, mesmo assim lidar com questões complexas, tendo que aplicar a correção segundo à Palavra de Deus a homens e mulheres mais velhos e experientes do que ele, a outros jovens que provavelmente cresceram ao seu lado, como fazer isso e ser respeitado como um pastor?
Dentro dessa perspectiva, o apóstolo usa duas bases fundamentais que são oriundas do contexto familiar, pois era algo que seria acessível a compreensão e consequente aplicação, não só do jovem Timóteo, mas da igreja em Éfeso como um todo. Para isso Paulo começa encorajando o seu jovem pupilo a valorizar a sua juventude de maneira positiva, investindo sua vida em viver de forma exemplar, dizendo o seguinte: "Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza." (1 Timóteo 4:12)
O grande desafio era o de ser respeitado como o líder da igreja e para isso a postura de Timóteo em relação aos demais deveria ocorrer de maneira exemplar, para que não houvesse espaço para críticas a sua capacidade de liderança por razão da sua pouca idade. Sendo assim, o apóstolo traz uma orientação que consolida essa posição de Timóteo perante a igreja, falando para ele o seguinte: "Não repreenda um homem mais velho; pelo contrário, exorte-o como você faria com o seu pai. Trate os mais jovens como irmãos, as mulheres mais velhas, como mães, e as mais jovens, como irmãs, com toda a pureza." (1 Timóteo 5:1-2).
No seu direcionamento, Paulo usa o contexto das relações familiares para ensinar a Timóteo como deveria ser o seu comportamento em relação aos membros da sua igreja, pois ele tinha o conhecimento sobre como esse aspecto era algo vivencial para o jovem pastor Timóteo, pois ele tinha bons exemplos de vida cristã dentro da sua própria casa.
"Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti." (2 Timóteo 1:5)
O apóstolo sabia que Timóteo saberia como proceder de maneira adequada, frente aos embates que poderiam existir no âmbito da congregação e demais situações que teriam força para tirar a credibilidade do ministério do novel pastor logo no seu início.
Acompanhando esse texto podemos ver o quanto o âmbito familiar é capaz de influenciar as nossas vidas e nossas ações, bem como, pode funcionar para estabelecermos parâmetros de relacionamentos saudáveis com outras pessoas. Imagina se em todas as situações nós imaginássemos que estávamos dialogando com um parente nosso? Quantos conflitos teriam sido resolvidos antes mesmo de começarem, se tratássemos uma questão difícil com alguém como se estivéssemos falando com o nosso pai ou a nossa mãe, seria algo maravilhoso.
Timóteo, a partir das orientações do apóstolo Paulo, usou da sua realidade familiar para implementar na igreja de Éfeso uma forma de lidar dia a dia em relação às dificuldades das pessoas, tratando-as como um membro da sua própria família, com pessoalidade, proximidade e intimidade, para exortá-los, admoestá-los, encorajá-los, respeitá-los e com tudo isso também receber o reconhecimento da sua liderança.
Precisamos agir cada vez mais como Timóteo nas nossas relações interpessoais, seja na igreja, no trabalho, na escola, na faculdade, na nossa vizinhança, enfim, sermos mais sensíveis ao outro em suas necessidades e dificuldades.
Pr. Rodrigo Goulart
Equipe Pastoral IBBrooklin


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