QUE É ISSO EM SUA MÃO
- 2 de out. de 2025
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Atualizado: 6 de out. de 2025
“Então o Senhor perguntou a Moisés: Que é isso que você tem na mão? Ele respondeu: Um bordão.” (Êxodo 4.2)
Moisés estava à beira da morte quando Faraó ordenou que quando as mulheres hebreias fossem dar à luz, devia-se verificar se era menino: se fosse menino deveria ser morto. Deus salva Moisés ao fazer com que o colocassem em um cesto feito de junco vedado com piche e betume e a filha de Faraó o resgata e cuida dele. Com o tempo, Moisés se transformou em um membro da corte egípcia e durante quarenta anos aprende a viver como rei. Aprende a ter o melhor e se torna orgulhoso e acostumado a fazer sua própria vontade. Deus que desejava que ele fizesse um trabalho dentro do seu reino, sabia que Moisés ainda não estava capacitado para fazê-lo, porque no reino de Deus é preciso pessoas corajosas, dispostas a dar a vida pela causa. Moisés era acostumado com as melhores coisas da vida e não estava disposto a renunciar a isso tudo. Então, Deus decide prepará-lo para o seu serviço e depois de viver na corte de Faraó, Deus o leva ao deserto.
Ninguém pode servir ao Senhor sem antes ter passado pelo deserto, por este lugar que não é nada agradável. (A vida no deserto: é difícil, cheia de trabalho e disciplina). No deserto não se podem desperdiçar as provisões e é importante até a última gota de água. Deus sabe que se nos graduarmos na universidade do deserto poderemos fazer qualquer coisa, sem nos queixarmos. Com isso Deus nos ensina a ser servos não só de palavras, mas de ação. Nos ensina a usar o que temos e a não blasfemar, adaptando-nos as situações.
Deus quer que usemos o que temos na mão. Muitos querem trabalhar, mas só se Deus lhes der o que lhe pedem: com a mesa posta; com uma igreja bonita: louvores, sem problemas, sem pecado. Parece que somos como Moisés, nos acostumamos a ter todo o conforto. Mas Deus quer que você trabalhe com o que você tem na mão. O verso bíblico que acabamos de ler nos diz que Deus perguntou a Moisés: “Que é isso em sua mão?” Moisés se surpreende e lhe diz: “uma vara”, um simples e sujo cajado com o qual apascento as ovelhas do meu sogro. Quem sabe nesses momentos Moisés pense: Para que serve esse velho tronco que encontrou? E quem sabe é assim que muitos de nós pensam. Que o que temos não serve para o Senhor: quem sabe estamos esperando que nos dê algo melhor ou mais bonito, mas não é assim que funciona.
O que estas pessoas tinham em suas mãos? Moisés: uma vara (Êx 4.2,20); Davi: uma funda (II Sm 17.40,49); Sansão: uma queixada de jumento (Jz 15.15-16); A viúva de Sarepta: um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija (II Rs 17.12); O menino do deserto: cinco pães e dois peixes (Jo 6.9); Dorcas: uma agulha (At 9.36,39); A viúva pobre: duas pequenas moedas (Mc 12.42). Talvez você tenha somente: uma flauta, sax, violão, uma guitarra, um baixo, tua voz, tuas mãos, teus pés. Lembre-se que o pouco nas mãos do Senhor se torna muito: De cinco pães e dois peixes do menino, milhares se alimentaram. O segredo não está em quanto temos, naquilo que possuímos, mas sim na entrega daquilo que temos, a Deus. Tudo o que a viúva de Sarepta fez foi entregar o punhado e farinha e o pouco de azeite ao profeta do Senhor. Precisamos deixar tudo o que temos e somos nas mãos do Senhor.
Deixemos Deus tocar as nossas mãos. Quando Deus toca as nossas mãos, então algo muito lindo acontece: elas são purificadas, ficam cheias, se estendem para ajudar, semear, levar o bem (Sl 24.4; Lc 6.38). É preciso que descubramos quais ou qual é o nosso dom. Também temos habilidades naturais que recebemos de Deus e que devem ser tocadas por ele para serem uma bênção. Quando há o toque do Senhor, coisas lindas acontecem; força é tirada da fraqueza; louvor nasce em todas as situações; vidas florescem diante de Deus. Não usamos o que temos nas mãos porque: * Não terminamos o que começamos. “O fim das coisas é melhor que o seu início, e o paciente é melhor que o orgulhoso”. (Ec 7.8). Grande é a arte de iniciar algo, mas maior a de terminar o que começou. Devemos terminar tudo aquilo que começamos, porque é precioso ver nosso trabalho concluído, porém temos muito entusiasmo no que nos motiva e depois não queremos mais e nos desanimamos. Devemos calcular bem para poder estar conscientes do que nos espera. (Edson: mais de 1000 experiências antes da lâmpada). Jesus concluiu tudo o que começou. Ele iniciou um ministério que o levaria à morte e o terminou. Terminar custa algo (Getsêmani), mas devemos fazê-lo: não sei se você tem iniciado algo e não termina: exercício, bons propósitos, metas, planos, trabalhos, estudos (Fp 1.6). Use o que você tem com determinação. Não duvidando que pode fazer grandes coisas para Deus, no poder de Deus.
Recorda que com uma simples vara, Moisés: Guiou o povo; Fez prodígios, milagres; Deu água; Abriu o mar vermelho. Imagina tudo o que você pode fazer para a glória de Deus com o que tem na mão, e sirva ao Senhor com zelo e disposição e Ele vai te recompensar em todas as áreas da tua vida. No dia do nosso encontro com Deus quando nossas obras hão de ser julgadas, como nos apresentaremos ante a sua presença? Será de mãos vazias que no céu eu hei de entrar? O que temos hoje em nossas mãos? Esta foi a pergunta de Deus a Moisés e também a pergunta que ele nos faz.
Pr. Carlos Jones
Pastor Titular da Igreja Batista do Brooklin


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