MISSÕES MUNDIAIS E OS PAÍSES FECHADOS
- ibbrooklinsp
- há 7 horas
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A esperança da volta de Cristo é o fundamento da perseverança da Igreja. O tema da Campanha 2026 – “Porque o Filho Vive e Voltará, Vamos Completar a Missão” – ressoa de forma especial na vida daqueles que enfrentam perseguição por causa da fé. A convicção de que o Senhor ressuscitado voltará, sustenta cristãos que permanecem fiéis apesar da prisão, da violência e da marginalização.
Para os batistas, a liberdade religiosa não é apenas uma conquista histórica, mas um princípio bíblico fundamental. Nossa Declaração Doutrinária afirma: “Deus e somente Deus é Senhor da consciência.” Isso significa que nenhuma autoridade humana, seja governamental, cultural ou religiosa, pode reivindicar para si o direito de determinar em quem devemos crer ou como devemos viver nossa fé. Essa convicção nos leva a afirmar que a liberdade religiosa é dom de Deus e base para a missão da Igreja.
Entretanto, em muitas partes do mundo, essa liberdade é violada de forma sistemática. Milhões de cristãos ao redor do mundo enfrentam restrições severas. Seja pela ação direta de governos que proíbem ou controlam o exercício da fé, até por pressões sociais e culturais que marginalizam e intimidam os discípulos de Jesus. A perseguição se manifesta de diversas maneiras: desde a impossibilidade de reunir-se publicamente, passando pela perda de empregos e direitos básicos, até a ameaça de prisão ou morte. Em todos os casos, há um esforço de silenciar o testemunho de que Cristo é Senhor.
Contudo, é justamente nessas circunstâncias que a Igreja demonstra sua fidelidade. A história confirma que, quando a liberdade externa é retirada, permanece a fidelidade a Cristo. Na China, por exemplo, as igrejas são controladas pelo Estado, mas muitas igrejas domésticas têm surgido desafiando a opressão do governo. O testemunho dos irmãos perseguidos revela que nenhuma força humana é capaz de usurpar aquilo que pertence somente a Deus: a consciência entregue ao senhorio de Jesus. Como declarou o apóstolo Paulo: “Por isso tudo sofro, mas não me envergonho; porque sei em quem tenho crido” (2Tm 1.12).
Diante desse cenário, Missões Mundiais tem respondido com presença, cuidado e perseverança. Onde a perseguição é uma realidade cotidiana, missionários caminham lado a lado com igrejas locais, que permanecem vivas, apesar das pressões.
Projetos de educação, saúde, acolhimento de refugiados e desenvolvimento econômico tornam-se sinais concretos do amor de Deus em contextos de hostilidade.
Além disso, temos visto o despertar de vocacionados autóctones por meio do DNA Missionário, fortalecendo líderes locais dispostos a servir e plantar igrejas mesmo em ambientes de risco. E estamos apoiando e fortalecendo esses obreiros para que disponham do conhecimento e ferramentas necessárias para alcançar o seu próprio povo.
Entretanto, essa resposta não se completa sem a participação da Igreja no Brasil. Quando intercedemos e ofertamos, tornamo-nos parceiros na missão de sustentar igrejas e obreiros locais que, mesmo sob perseguição, continuam a anunciar que Jesus é Senhor. Assim, vivemos a exortação de 1Coríntios 12.26: “Se um membro sofre, todos sofrem com ele...”. Contribuir é afirmar que reconhecemos a liberdade religiosa como princípio bíblico e que não deixaremos que a opressão silencie a voz da Igreja.
A perseguição não derrota o povo de Deus. Pelo contrário, fortalece o testemunho e amplia a esperança. Porque o Filho vive e voltará, seguimos firmes, completando a missão. Ao lado dos nossos irmãos perseguidos, repetimos a oração que encerra a Escritura: “Ora vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20).
Pr. Daniel Moulié
Líder Global de Inteligência Missionária


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