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ANUNCIANDO A MORTE DO SENHOR

  • Foto do escritor: ibbrooklinsp
    ibbrooklinsp
  • 30 de dez. de 2025
  • 5 min de leitura

“Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha”.  (I Co 11.26)



Quando nos reunimos para participar da Ceia do Senhor, estamos proclamando, ao mundo a morte de nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, a celebração da Ceia do Senhor é um testemunho, testemunho missionário. Apresentamos a Cristo como a única esperança de salvação para o mundo perdido. A Ceia do Senhor tem uma mensagem que aponta para o passado, presente e o futuro. Sobre esta terra viveu um homem, Jesus de Nazaré. Seu nascimento é a linha divisória do tempo. O tempo é antes de Cristo ou depois de Cristo. Tudo começa e termina nEle. Ele é uma realidade que não podemos negar; que não podemos resistir sem sair derrotados. Você agora está a favor dEle ou contra Ele, e ao fazer uma das duas coisas está decidindo seu destino eterno. Jesus viveu uma vida perfeita. Não houve nem sequer uma só mancha no seu caráter. Foi tentado em tudo como nós, mas Ele nunca pecou. Os homens trataram de acusá-lo, só para se conscientizarem de que estavam acusando a si mesmos. Os que o conheceram bem deram testemunho da pureza de sua vida. Com razão Ele é chamado de Lírio de Vale, branco e puro no meio de uma sociedade corrupta; a Rosa de Sarom, bela e (cheirosa) fragrante no meio da sujeira e podridão de nossos pecados; e a Estrela resplandecente da manhã, clara e brilhante na noite escura de nossa desobediência. É este mesmo Jesus quem morreu na cruz do Calvário. Mas em muitos aspectos sua morte foi diferente da morte de todos os homens. A morte está vinculada estreitamente ao pecado. Ali no alto do Monte Calvário, havia três cruzes e três homens pregados nelas. Em uma das cruzes um homem estava morrendo a consequências dos seus pecados: era o ladrão que não se arrependeu. Na outra cruz um homem estava morrendo para a vida de pecado: era o ladrão que se arrependeu. Mas na cruz do centro, Jesus Cristo, o Filho de Deus, estava morrendo por nossos pecados. Assim Jesus Cristo morreu na cruz do Calvário para a redenção do mundo, para o perdão de nossos pecados, para a reconciliação entre o homem e Deus. Sua morte foi uma morte vicária, uma morte substitutiva. Por isso a Bíblia diz: (Rm 3.24-25); (Ef 2.16). Ao instituir a Ceia do Senhor, Jesus deu uma importância muito grande à sua morte eminente. Jesus estava consciente de que por meio de sua morte Deus estaria abrindo a porta da salvação a todos os homens. Por isso Ele falou a Nicodemos: (Jo 3.14-15). A Ceia do Senhor sendo um símbolo, um memorial, representa maravilhosamente a morte de Cristo, pois Paulo disse: (I Co 11.23-25). Vocês vêem, pois, que o seu corpo foi partido e o seu sangue vertido a favor de todos nós. Para Jesus o sofrimento na cruz foi horrível, não só fisicamente, mas também espiritualmente. Então esta é a mensagem da Ceia do Senhor: a morte de Cristo. Este é o evento histórico que proclamamos quando participamos do pão e do vinho, os quais são elementos que Cristo escolheu para representarem seu corpo e seu sangue. Na Ceia do Senhor nós pregamos que Cristo morreu por nós, que nossos pecados foram perdoados, que temos passado da morte para a vida, da condenação para a salvação, por crermos tão somente no sacrifício completo que Ele realizou na cruz. Não é esta uma pregação gloriosa? Nós não cremos, como alguns creem, que Cristo está literalmente presente no pão e no cálice, sim que está espiritualmente presente no meio de nós. Esta é uma das preciosas promessas que temos dEle: (Mt 18.20); (Mt 28.20b). O apóstolo Paulo escrevendo aos cristãos de Éfeso disse: “Para que habite Cristo pela fé em nossos corações” (Ef 3.17). Vemos então que a fé é um poder espiritual que nos faz consciente da presença de Cristo em nós. A Ceia do Senhor é primeiramente um companheirismo espiritual com Cristo, e depois, como consequências, é também uma comunhão, um companheirismo de uns com os outros. O apóstolo Paulo disse: “Prove-se cada um a si mesmo, e coma assim do pão, e beba do cálice”. Este companheirismo com o Senhor tem de ser de limpeza de vida, deve ser uma experiência consciente, e deve haver discernimento de nossa mente. Tudo isto nos fala acerca da realidade de diária vida cristã. Então, ao participarmos da Ceia precisamos meditar o suficiente e inteligentemente em tudo o que a morte de Cristo (representa) significa. Assim a Ceia do Senhor é uma recordação a nós que temos sido redimidos, de que devemos andar em santidade de vida, de que devemos andar juntos em companheirismo e de que devemos amar-nos uns aos outros; uma recordação também de que por meio do pacto do seu sangue nós, os crentes, chegamos a ser a família de Deus (Jo 1.12), e que vivemos para um propósito, e estamos no mundo para levar frutos para a glória de Deus. De modo que a Ceia do Senhor tem uma mensagem para nós no dia presente, e devemos proclamar esta mensagem; devemos escutá-la; devemos praticá-la. Seja, pois a Ceia do Senhor algo significativo, algo suspirador, algo que desafie a cada um de nós. Note a frase: “até que Ele venha”. Isto significa que a Igreja vai proclamar esta mensagem da morte de Cristo continuamente, sem cessar, até esse dia glorioso quando o nosso Senhor Jesus Cristo regressar do céu, com poder e grande glória. Ao dizer a verdade, quero ressaltar que, toda a história está se movendo para esse próximo evento, a segunda vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Portanto ao celebrar a Ceia do Senhor há esperança, uma esperança bem-aventurada de que o Cristo que veio, o Cristo que morreu, o Cristo que ressuscitou e subiu aos céus é também o Cristo que voltará. A Bíblia tem uma característica muito significativa: Ela fala de sofrimento, mas ao mesmo tempo fala de consolo; fala de pecado, mas ao mesmo tempo fala de santidade; fala de condenação, e ao mesmo tempo fala de salvação; fala de inferno e ao mesmo tempo fala do céu; ela fala de morte, mas ao mesmo tempo fala de vida; a Bíblia nos diz que Cristo deixou esta terra para voltar ao céu; mas também nos diz que Ele voltará do céu a terra. E a igreja no mundo deve proclamar não somente que Cristo morreu por nossos pecados, mas também que Ele ressuscitou para nossa justificação, e que voltará para nossa glorificação. De modo que o nosso Cristo não é um Cristo morto; Ele é um Cristo vivo. Esta bendita esperança da segunda vinda de Cristo deve encher nossos corações de alegria e entusiasmo para sermos fiéis em levar adiante a sua obra. Conclusão: Esta, então, é a mensagem da Ceia do Senhor: ela nos mostra o passado, o presente e o futuro. É a mensagem sobre uma morte que salva, de um companheirismo que inspira, de uma esperança que sustenta. Olhemos para o passado com gratidão; nos levantamos no presente com alegria e esperamos o futuro com confiança. Não temos que nos sentir felizes ao pertencer ao Senhor? Como crente você não se sente feliz pelo privilégio de participar da Ceia do Senhor? Esta é a mensagem da Ceia do Senhor. Creiamos, entendamos, proclamemos e sobretudo experimentemos.

Pr. Carlos Jones Pastor Titular da Igreja Batista do Brooklin

 
 
 

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