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PARA QUE TODO O BRASIL OUÇA

  • Foto do escritor: ibbrooklinsp
    ibbrooklinsp
  • há 12 horas
  • 4 min de leitura

“E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” (Romanos 10:14,15)


Meu querido irmão, minha querida irmã, mobilizadores da obra missionária! Que alegria chegarmos a mais uma Campanha de Missões Nacionais. Louvamos a Deus pela oportunidade de estarmos juntos mais uma vez, unidos pelo mesmo propósito: ver todo o Brasil alcançado pelo evangelho de Jesus Cristo.

Este é um ano especialmente significativo para nós. Celebramos os 119 anos de Missões Nacionais, um legado construído por homens e mulheres que compreenderam que a missão de Deus precisa ser transmitida de geração em geração. Ao longo de mais de um século, Deus tem usado os batistas brasileiros para proclamar o evangelho, plantar igrejas, formar discípulos e levar esperança aos lugares mais distantes da nossa pátria.


Em 2025, fomos desafiados pela histórica convocação feita por L. M. Bratcher, em 1952: “Ainda há muitíssima terra para ser possuída.” Essa frase continua ecoando com força em nossos dias. Ela nos lembra que, apesar dos avanços, o Brasil ainda não foi plenamente alcançado. Fomos levados a olhar para os vazios missionários espalhados pelo país. Em muitas regiões, a presença evangélica ainda é insuficiente. Igrejas precisam ser fortalecidas, revitalizadas e replantadas. Líderes necessitam de encorajamento e renovação.

Comunidades inteiras continuam aguardando um testemunho vivo e transformador do evangelho. Também fomos impactados pelos desafios missionários presentes em regiões como o Marajó, no Pará, onde a ausência do evangelho se reflete em profundas necessidades espirituais e sociais. Ali, como em tantos outros lugares do Brasil, somos lembrados de que o evangelho continua sendo a resposta para transformar vidas, famílias e comunidades inteiras.


Agora, em 2026, damos mais um passo nessa jornada missionária. No ano passado, fomos desafiados a olhar para os vazios missionários do Brasil, para a necessidade de revitalização de igrejas, para os desafios presentes em regiões como o Marajó e para a urgência de alcançarmos os menos evangelizados da nossa pátria. Esses desafios não ficaram para trás. Pelo contrário, eles nos conduzem agora a um foco ainda mais específico e estratégico ano a ano, e em 2026 o foco será: alcançar os não alcançados e os menos evangelizados do Brasil.

Vivemos em uma nação continental, rica em culturas, povos e realidades distintas. Entretanto, milhões de brasileiros ainda não tiveram uma oportunidade real de ouvir o evangelho de Jesus Cristo. Muitos vivem em contextos em que o acesso à mensagem da salvação é extremamente limitado. Outros pertencem a segmentos da população que permanecem praticamente invisíveis para a maioria das igrejas. Diante dessa realidade, somos chamados mais uma vez a olhar para aqueles que ainda aguardam alguém que lhes anuncie as Boas-Novas do Reino. Por isso, durante esta campanha, queremos apresentar aos batistas brasileiros alguns dos maiores desafios missionários da nossa geração.


Ao longo desta campanha, ampliaremos nosso olhar para alguns dos maiores desafios missionários da nossa geração. Falaremos sobre os cerca de 100 povos indígenas ainda não alcançados em território brasileiro. Refletiremos sobre a realidade dos milhares de ribeirinhos espalhados pela Amazônia, onde existem atualmente cerca de 37 mil comunidades sem presença evangélica consistente. Também voltaremos nossa atenção para os sertões brasileiros, especialmente no Nordeste, onde mais de 11 mil povoados catalogados pelo IBGE convivem com barreiras culturais e religiosas que ainda dificultam o acesso ao evangelho.


Olharemos ainda para as comunidades quilombolas, que já somam mais de 8.440 localidades mapeadas em todo o país, além do povo cigano, cuja população no Brasil é estimada entre 800 mil e 1 milhão de pessoas, tornando nosso país a terceira maior população cigana do mundo. Também destacaremos os desafios e oportunidades de alcançar a comunidade surda, os grupos étnicos vindos de diferentes nações que hoje vivem entre nós e milhares de crianças em situação de vulnerabilidade social que crescem sem conhecer a esperança transformadora encontrada em Cristo.


Este será um ano para aprofundarmos nosso conhecimento, fortalecermos nossa vida de oração e ampliarmos nosso compromisso com a mobilização missionária. Queremos crescer, como batistas brasileiros, em envolvimento, generosidade, vocação e ações concretas em favor dos não alcançados e dos menos evangelizados do Brasil. Nosso desejo é que cada igreja, cada pastor, cada líder e cada discípulo compreenda que ainda existe uma grande obra diante de nós. Afinal, a pergunta de Paulo continua ecoando com urgência em nossos dias: “Como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?”


Os povos indígenas não podem esperar mais. Os ribeirinhos da Amazônia não podem esperar mais. As comunidades sertanejas não podem esperar mais. Os quilombolas, os ciganos, os surdos e tantos outros segmentos menos evangelizados não podem esperar mais. As crianças em situação de vulnerabilidade no Marajó, no Vale do Jequitinhonha e em tantas outras regiões do Brasil não podem esperar mais.

Chegou o tempo de respondermos ao chamado de Deus com generosidade, oração, vocação e envio. Podemos contar com você nesta mobilização? Porque ainda há muita terra para ser conquistada. O Brasil ainda não foi plenamente alcançado. E enquanto houver uma única pessoa sem ouvir a mensagem do evangelho, nossa missão continuará. Para que todo o Brasil ouça.


Em Cristo, nossa esperança,


Pr. Fabrício Freitas

Diretor-Executivo Junta de Missões Nacionais


 
 
 

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