ABENÇOANDO AS CRIANÇAS
“Então trouxeram algumas crianças a Jesus para que as abençoasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: — Deixem que os pequeninos venham a mim; não os impeçam, porque dos tais é o Reino de Deus. Em verdade lhes digo: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando as crianças nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava. (Marcos 10.13-16)
Feriado de 12 de outubro chegando, somos impelidos a voltar nossas atenções ao dia em que se comemora um feriado religioso, mas também o conhecido e tão esperado pelos “pequeninos” Dia das Crianças.
Criado em 1924 e intensificado nas décadas de 50 e 60 pelo apelo comercial, a data é celebrada até hoje em meio a viagens, brinquedos e atenções voltadas para as crianças. Da data de decreto até hoje, muito se desenvolveu quanto aos direitos da criança e do adolescente, mas ainda é preciso fazer muito mais para ampararmos e cuidarmos de nossas crianças no Brasil.
E nós sabemos o que este mundo precisa, como também o que nossas crianças, principalmente, precisam: Jesus. De Seu amor, Graça e da Palavra.
Sempre que falamos em crianças, o texto que nos vem à mente é o do início desse editorial, relatado também em mais dois Evangelhos, Mateus e Lucas (Mt 19.13-15; Lc 18.15-17): os pais trazem suas crianças a Jesus para que as abençoe, e vemos Seus discípulos tentando impedir.
Ao repreender Seus discípulos para que deixassem vir a Ele as crianças, Jesus evidencia algo que todo aquele que tem um encontro com Ele experimenta: para ser abençoado por Jesus, receber a vida eterna, tornar-se participante do Reino dos Céus e desfrutar de Sua presença, não precisa da total compreensão dos mistérios bíblicos ou de total obediência, mas essencialmente de fé.
Não que estas coisas não sejam importantes — são, e devem ser a prática daqueles que tiveram uma experiência transformadora e salvadora com Cristo. Mas, para se achegar a Jesus e receber o Reino, “como uma criança”, é preciso humildade e singeleza de coração (um coração moldável e ensinável); confiança em Jesus (as crianças se aproximam quando confiam); aproximar-se e ser receptivo ao amor que vem de Cristo; amor este que deve transbordar da vida do cristão para a criança.
Então surge a pergunta: estou impedindo as crianças de vir a Jesus? E outra: como estou conduzindo as crianças, meus filhos, netos e as que estão à minha volta, a Jesus?
Impedimos crianças de ter um encontro transformador com Jesus quando não as levamos à igreja; quando não entendemos a importância de trazê-las à Escola Bíblica Discipuladora para conhecer Jesus; quando não ensinamos a Palavra de Deus; quando não demonstramos o amor de Deus que recebemos e professamos por elas e pelas pessoas; quando não disciplinamos nossos filhos à luz da Bíblia e com amor; enfim, quando nós mesmos não entendemos ou não nos importamos com a missão que nos foi entregue por Jesus, a começar em nossos lares, até os confins da terra, de conduzir almas perdidas à Jesus.
Neste Dia das Crianças, olhe com mais atenção para elas. “Não as impeçais” de vir a Jesus, de conhecer Aquele que os amou e continua a amar, que morreu e ressuscitou para que tivessem vida abundante. Para que sejam sal e luz, e conduzam seus pais, parentes e amiguinhos a este Jesus. Para que elas vivam, na prática, aquilo que nenhuma lei, governo ou estatuto podem fazer por elas: a vida eterna e abundante, na presença de Jesus.
Que Deus nos faça cada vez mais como Jesus, através da atuação do Seu Espírito Santo, que habita em nós, salvos e redimidos, chamados para Sua luz e para ser luz, conduzindo nossas crianças a Jesus.
Pr Joubert Gomes Jr
Equipe Pastoral IBBrooklin


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