A FIDELIDADE NA ENTREGA DO DÍZIMO
- ibbrooklinsp
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“Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, foi ao encontro de Abraão, quando este voltava da matança dos reis, e o abençoou. Foi para ele que Abraão separou o dízimo de tudo.” (Hebreus 7.1-2a)
No início da minha caminhada cristã aprendi que a fidelidade do cristão começa pelo dízimo. Porém, vez por outra ouço crentes, fiéis, preocupados ou com dúvidas sobre o dízimo. Se este, tal como ensinado no Antigo Testamento, teria avançado para a era da graça ou teria perdido seu valor como doutrina após a vigência de várias leis do Antigo Testamento. Eis algumas observações que ajudam: A primeira contribuição dada em forma de dízimo, relatada na Bíblia, retrata o gesto de adoração a Deus por Abrão perante Melquisedeque quatrocentos anos antes da instituição da lei mosaica. Seu relato está em (Gênesis 14.20): "E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os adversários de você nas suas mãos.” E Abrão deu a Melquisedeque o dízimo de tudo." O dízimo, portanto, não foi instituído pelas leis de Israel. Nasceu num coração agradecido e foi entregue ao sacerdote do Deus altíssimo como expressão de louvor e adoração. Fez parte evangelho. Mais tarde foi incorporado à lei com a designação de "santo ao Senhor", conforme (Levítico 27.30 e 32): "Todos os dízimos da terra, seja dos cereais, seja das frutas, pertencem ao SENHOR; são consagrados ao SENHOR". “O dízimo dos seus rebanhos, um de cada dez animais que passem debaixo da vara do pastor, será consagrado ao SENHOR". Santo quer dizer separado para Deus. Usar aquilo que foi designado santo sempre foi condenado e castigado por Deus. Jesus sancionou o dízimo no Novo Testamento, quando repreendeu aos fariseus pela forma tradicional e radical com que tratavam o dízimo em detrimento de outros conceitos menos palpáveis da lei, conforme (Mateus 23.23): "Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas, porque vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezam os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé. Mas vocês deviam fazer estas coisas, sem omitir aquelas!". Com seus ensinos e sua morte na cruz, Jesus cumpriu e revogou apenas a lei cerimonial que ficou circunscrita ao Antigo Testamento.
O dízimo pertence à lei moral de propriedade. O princípio de que Deus é o dono de tudo, e nós apenas mordomos seus, permanece. A entrega de todos os dízimos é uma das formas de reconhecermos e honrarmos a Deus, criador e dono absoluto de tudo. O cristão dizimista é um cristão abençoado!
Pr. Carlos Jones
Pastor Titular da Igreja Batista do Brooklin


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